terça-feira, 21 de junho de 2011

Inteligência em Compras : A necessidade de monitorar proativamente o ambiente de negócios

Aumentos demasiados  de preço dos insumos, riscos de parada de fornecimento, defasagem
tecnológica de insumos e fornecedores. Estes são só alguns riscos que afligem o(a) gestor(a)
de suprimentos. Por outro lado,  novas fontes de fornecimento  locais ou internacionais,
potenciais parceiros para terceirização e novas modalidades fiscais e financeiras  que possam
beneficiar a empresa são alguns exemplos de oportunidades que este mesmo gestor(a)
gostaria de usufruir.
Mas como posso estar atento(a) ao que passa ao redor de meu negócio  quando meu  dia-adia com questões internas me tomam praticamente todo o tempo disponível?
Pois é, por isso é importante estruturarmos os processos de inteligência em Compras. Desta
forma adequamos uma necessidade premente  de monitorar o ambiente externo à organização
com a realidade vivida atualmente pelo mundo dos negócios.
Acompanhar proativamente o ambiente externo ( fornecedores, preços,  tecnologias , aspectos
regulatórios e macro econômicos, por exemplo) é fundamental no momento de rápidas
mudanças que vivemos. Desta forma poderemos antecipar-nos  aos possíveis riscos e
oportunidades  que nos circundam . Para muitas empresas questões como melhorias em
processos de compras, automação e terceirização já não são novidade. Um grande diferencial
competitivo portanto é o monitoramento do ambiente de negócios.
Não devemos confundir o monitoramento externo oriundo de Inteligência em Compras com a
gestão do desempenho dos processos e a aderência às metas estratégicas propostas a
compras. Estes aspectos  normalmente são atribuídos a  Business Intelligence. Estes são
processos muito importantes particularmente em negócios cuja cadeia de suprimentos é longa
e complexa ( varejo , por exemplo).  Os processos de Business Intelligence   interagem com
sistemas de informação das empresas , os ERP’s, e as relações pré-existentes com
fornecedores e por isso mesmo muitas são chamadas de  colaborativas. O monitoramento
externo pelos processos de Inteligência em Compras, por outro lado procura antecipar-se às
novidades ou às condições  de contorno do relacionamento com os fornecedores ( o ambiente
competitivo dos mercados fornecedores, por exemplo) . Portanto, Inteligência em Compras e
Business Intelligence são aspectos complementares.
Mas voltando à questão inicial: como posso monitorar o ambiente externo se a demanda do
dia-a-dia e a escassez de recursos me consomem todo o tempo do mundo? Para responder a
isso devemos utilizar ferramentas e processos de inteligência específicos e assertivos que
garantam valor agregado de forma clara e direta. A forma como trabalhamos para implementar
processos de Inteligência em Compras baseia-se em conceitos consolidados de Inteligência
Competitiva. Resumidamente seria:
- Definir o que avaliar/monitorar: uma matéria-prima principal, um mercado fornecedor
específico etc.
- Coleta de informações e qualificação das fontes; que tipo de informação, Quais as fontes de
informação, quais são confiáveis, formação de banco de dados etc.
- Análise:  criar inteligência, utilizar ferramentas analíticas e estatísticas, os porquês, os “e
se...”, etc. - Operacionalização: como divulgar o trabalho, ad-hoc ou rotineiro, a tomada de decisão etc.
- Monitoramento : Monitoramento de  indicadores, melhoria contínua.
Estes passos aparentemente simples podem tomar um nível de complexidade sem igual. Assim
, uma grande dica é começar pequeno e ir aumentando a complexidade à medida que se torna
necessário.
Um tema bastante importante quando se quiser estruturar os processos de inteligência de
Compras  é o entendimento dos  vários elementos relativos a custo. Citando como exemplos o
impacto em custo dos insumos na cadeia produtiva ( custo total de aquisição ) ou os elementos
que influenciam os custos de determinado insumo ( cost drivers) .
Para finalizar uma outra questão chave : Qual o retorno ao se estruturar processos de
monitoramento de inteligência em Compras ?
Vale a pena pensar em algumas situações: Quanto vale ser o primeiro a adotar uma nova
tecnologia revolucionária oriunda de um   fornecedor? Ou quanto vale estar bem calçado(a) de
informações concretas e tendências sobre um determinado mercado quando estiver
negociando preços com um fornecedor chave deste mercado? Parodiando: não tem preço...

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