"A fórmula da minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, um objetivo." (Friedrich Nietzsche)
Você decide ir ao cinema. Sai de casa e quando percebe, imerso em seus pensamentos, está fazendo o caminho convencional para ir ao trabalho - e que coincidentemente é diametralmente oposto. Depois de enfrentar um belo trânsito, acerta o passo e chega ao shopping. Vasculha os três pisos para obter uma vaga no estacionamento. Logo mais, encontra uma agradável fila para comprar os ingressos. Na boca do caixa descobre que a sessão está esgotada. Outra, só duas horas e quinze minutos depois.
Impossível? Improvável? Com você não? Pense bem antes de responder. Se você ainda não passou pelo ciclo completo descrito acima, uma boa parte dele já lhe visitou num final de semana destes. O mal é o mesmo que afeta profissionais e empresas no mundo corporativo: a ausência de metas definidas.
Cinco Passos para uma Meta
Vamos partir de um pressuposto. Você sabe o que quer, para onde deseja ir. Se está em uma empresa que não lhe agrada, buscará outra. Se está disponível, sabe qual o perfil da vaga que lhe interessa. Se está satisfeito em sua posição atual, almeja alcançar um cargo mais elevado.
Uma meta, qualquer que seja ela, só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis. A primeira delas é a especificidade. Seu objetivo deve ser muito bem definido. Assim, não adianta declamar aos quatro cantos do mundo "Quero trabalhar na multinacional ABC Ltda.". Desculpe-me a franqueza, mas acho que você não será contratado a menos que pense "Vou trabalhar como Gerente Comercial, na Divisão Alfa, da companhia ABC Ltda., atuando na coordenação e desenvolvimento de equipes de vendas para a Região Sul". Quanto mais específica for a definição de seu propósito, mais direcionado estará seu caminho.
A segunda variável é a mensurabilidade. Sua meta deve ser quantificável, tornando-se objetiva, palpável. Em nosso exemplo anterior, você teria que definir, por exemplo, a faixa de remuneração desejada. Uma outra situação bem ilustrativa desta variável é a aquisição de bens materiais. "Pretendo comprar um carro", é um desejo. "Vou comprar um veículo da marca XYZ, modelo Beta, com motor 2.0, dotado dos seguintes opcionais (relacioná-los) com valor estimado em R$30.000,00", é uma quase-meta.
A próxima variável é a exeqüibilidade. Uma meta tem que ser alcançável, possível, viável. Voltando ao exemplo inicial, o objetivo de integrar o quadro da ABC Ltda. como Gerente Comercial não será alcançável se você tiver uma formação acadêmica deficiente, experiência profissional incompatível com o perfil do cargo e dificuldades de relacionamento interpessoal.
Chegamos à relevância. A meta tem que ser importante, significativa, desafiadora. Você decide como meta anual elevar o faturamento de seu departamento em 5% acima da inflação. Porém, seu mercado de atuação está aquecido e este foi o índice definido - e atingido - nos últimos dois anos. Logo, é preciso ousadia, coragem, para determinar um percentual superior a este, capaz de motivar a equipe em busca do resultado. Lembre-se de que o bom não é bom onde o ótimo é esperado.
Finalmente, o aspecto mais negligenciado: o tempo. Muitas metas são bem definidas, mensuráveis, possíveis e importantes, mas não estão definidas num horizonte de tempo. Aquela oportunidade de negócio tem que ser concretizada até uma data limite. Aquela reunião tem que ocorrer entre 14h00 e 16h00. Aquele filme no cinema tem início às 21h30 e sairá de cartaz na sexta-feira próxima. Procrastinar, nome feio dado à mania de adiar compromissos, cabe como uma luva aqui e confere um golpe mortal a qualquer meta proposta.
Metas, Realização e Resultados
No mundo das corporações as coisas nem sempre funcionam assim. Observamos o reinado do "auto-engano". Metas são estabelecidas para justificar investimentos, agradar acionistas. São fixados objetivos com base em expectativas irreais, prevendo crescimento da ordem de dois dígitos independentemente de incertezas políticas e econômicas. Poderiam até ser alcançáveis dentro de um espaço de tempo adequadamente delimitado. Mas como não se pretende mexer nas variáveis tempo e exeqüibilidade, alteram-se as variáveis mensurabilidade (daí os balanços maquiados, ou melhor, a "contabilidade criativa") e relevância (daí qualquer meio ser justificável, inclusive rasgar a Carta de Valores, praticar downsizing a qualquer custo, desviar o foco do negócio, promover fusões e joint ventures desprovidas de fundamentação).
As pessoas buscam realização. Mais do que um ato, um estado de espírito. Mais importante do que o fato concretizado, a satisfação de tê-lo feito.
As empresas, por sua vez, buscam resultados. Mais do que a conclusão, o fim de algo em si mesmo. Estes resultados podem ser representados por mais lucro, mais espaço no mercado, mais clientes. Ou seja, invariavelmente deve significar "mais", embora não raro acabe por tornar-se "menos".
Decorre deste estado de coisas que acabamos por ter um grande teatro onde planejamentos são criados, estratégias inventadas, profissionais desmotivados, valores corrompidos. A verdade é mascarada, a integridade é volatilizada.
Há, infelizmente, uma distância quase incompatível entre metas corporativas e metas pessoais. Salvo exceções, conciliá-las pode não passar de retórica barata. O executivo pretende vigiar sua saúde, assistir à sua família e obter realizações palpáveis em seu ambiente de trabalho. A empresa diz que o apóia, mas exige-lhe pesada carga de trabalho, impõe-lhe a necessidade de resultados expressivos, cultiva-lhe o stress e a insegurança.
A Meta deve ser Você
Particularmente, não compactuo desta ditadura. Resultados não são tudo, assim como não é o cliente quem manda na empresa. Resultados devem ser buscados com persistência, assim como clientes devem sem atendidos com maestria. Mas o fim de tudo deve ser o sentimento de realização, a satisfação de dever cumprido. Ainda que a contabilidade diga que você trocou seis por meia dúzia...
Por isso, estabeleça e mantenha o foco. Parafraseando os Irmãos Pedro Lopes, "várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro". Esteja preparado para os tombos - um obstáculo é apenas uma das etapas do seu plano. Use a vaidade e o dinheiro como bons estímulos, mas jamais como objetivos. Redija suas metas de forma nítida, cuidando para que elas sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. Dê-lhes todo seu esforço e imaginação.
E, finalmente, lembrando Richard Carlson, "pense no que você tem, em vez do que gostaria de ter. A felicidade não pode ser atingida quando estamos o tempo todo desejando novas metas. Quando você focaliza não o que se deseja, mas o que tem, termina obtendo mais do que gostaria".
domingo, 25 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Aplicando 5S na Vida Pessoal
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar, que daqui para diante vai ser diferente." (Carlos Drummond de Andrade)
Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.
Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.
Todavia, prefiro seguir Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir, sobre os últimos doze meses; repensar, sobre os objetivos e metas traçadas; e recomeçar, a luta e a caminhada.
Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 s”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra S: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.
Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar as interfaces entre os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, norteando-se na base para o trabalho de uma rotina diária.
Praticar os 5S significa:
- Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;
- Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
- Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
- Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
- Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.
A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da empresa. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.
Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer esta pequena revolução pessoal?
Aplique Seiri em sua casa e em seu escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer à frase: “Acho que um dia vou precisar disto...”, descarte o objeto em questão. Você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca vestiu por não lhe agradar o suficiente, mas que poderá acalentar o frio de uma pessoa carente. Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que poderão contribuir com a educação de uma criança ou um jovem universitário.
Seja seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você acredita estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.
Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico, etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone...). Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e atuarão como “economizadores de tempo” uma vez que sua vida será facilitada quando da busca por um objeto ou informação.
Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.
Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados acima, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.
Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!
Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.
Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.
Todavia, prefiro seguir Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir, sobre os últimos doze meses; repensar, sobre os objetivos e metas traçadas; e recomeçar, a luta e a caminhada.
Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 s”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra S: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.
Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar as interfaces entre os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, norteando-se na base para o trabalho de uma rotina diária.
Praticar os 5S significa:
- Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;
- Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
- Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
- Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
- Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.
A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da empresa. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.
Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer esta pequena revolução pessoal?
Aplique Seiri em sua casa e em seu escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer à frase: “Acho que um dia vou precisar disto...”, descarte o objeto em questão. Você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca vestiu por não lhe agradar o suficiente, mas que poderá acalentar o frio de uma pessoa carente. Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que poderão contribuir com a educação de uma criança ou um jovem universitário.
Seja seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você acredita estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.
Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico, etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone...). Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e atuarão como “economizadores de tempo” uma vez que sua vida será facilitada quando da busca por um objeto ou informação.
Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.
Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados acima, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.
Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!
domingo, 11 de outubro de 2009
As empresas tem que adotar uma cultura logistica
A logística é tão antiga quanto a prática de realizar negócios. Os antigos mercadores, que traziam suas especiarias do Oriente para o continente europeu, montaram suas estratégias de distribuição, armazenagem e comercialização primordialmente em suas rotas, deixaram marcas de progresso, desenvolvimento e muita história para contar. As formas de circulação de bens e produtos evoluíram, assim como os serviços prestados, procurando satisfazer as necessidades de seus mercados e também, claro, a melhor maneira de obter lucro.
Hoje, como nas rotas de navegadores antigos, o maior resultado nas redes de produção decorre do melhor balanço das ações destinadas a minimizar perdas e maximizar ganhos, em conseqüência da solução de cada desafio e do aproveitamento de cada oportunidade nos elos da intrincada cadeia fornecedor/cliente, procurando sempre otimizar cada um e todos os recursos envolvidos.
Contudo, ainda são muitos os fatores que geram conflitos, dificultam soluções e inibem a identificação e o aproveitamento de oportunidades. Os tempos mudaram, mas o processo de otimização, como sempre, pede aprimoramento em tempo integral.
Os componentes de planejamento e coordenação de sistemas logísticos, por exemplo, constituem a espinha dorsal dos sistemas de informações, tanto para a indústria quanto para o comércio. Esses componentes definem as atividades centrais que orientam a vinculação de recursos e o desempenho da empresa, envolvendo desde o suprimento até a entrega de produtos. O planejamento e a coordenação incluem atividades de planejamento de materiais, tanto dentro da empresa quanto entre os membros do canal de distribuição. Os principais componentes são: objetivos estratégicos, restrições de capacidade, necessidades logísticas, necessidades de produção e necessidades de suprimento.
As necessidades logísticas devem ser ajustadas às restrições de capacidade e às necessidades de produção, objetivando obter o desempenho ideal do sistema.
Componentes de logística e produção mal ajustados, em geral, resultam em estoque de produtos ao final da linha de produção.
Embora cada componente de planejamento e coordenação possa funcionar de forma independente, e no passado, realmente assim funcionavam, essa independência freqüentemente leva a inconsistências que criam excesso de estoque nas áreas de produção e logística, além de reduzir a eficiência operacional. No passado, e ainda hoje, não é raro existirem empresas que tenham previsões diferentes para cada componente da produção, pois cada um tem controle por unidades organizacionais diferentes.
Os objetivos estratégicos muitas vezes provocam previsões elevadas para incentivar o quadro de vendas, enquanto a logística faz previsões mais conservadoras. Da mesma forma, as inconsistências entre necessidades logísticas, de produção e de suprimento provocam ineficiências, tanto nas instalações quanto no processamento, que resultam em estoques de segurança desnecessários para regulares operações independentes.
Atualmente, muitas empresas vêm aumentando o nível de coordenação, a fim de reduzir inconsistências nas previsões, conseguindo estoques menores. Maior coordenação pode ser obtida pelo uso de bancos de dados e de previsões conjuntas e pelo intercâmbio mais freqüente de informações. As empresas que apresentam as melhores práticas logísticas fazem uso da integração planejamento/coordenação como um dos principais fatores para o aumento da eficácia.
Convém não esquecer que a procura de relações que focalizem mais as oportunidades do que os conflitos e superem crises de confiança estão na base das negociações. Conviver de forma positiva nas intrincadas redes de parcerias dos nossos dias requer o desenvolvimento da habilidade de negociar para alinhar clientes e fornecedores e suas necessidades ao posicionamento estratégico que se pretende.
O mesmo será dizer que o grande desafio da logística é reconhecer a necessidade da interdependência como um fato consumado do mundo globalizado e conseguir fortalecê-la por meio da negociação.
Os recursos da Tecnologia, incluindo a nova geração de softwares em Supply Chain Management serão os grandes aliados de todo esse processo, fazendo a diferença desses novos tempos e otimizando os resultados mais buscados de todos, a eficiência e o lucro em escala crescente.
A logística é tão antiga quanto a prática de realizar negócios. Os antigos mercadores, que traziam suas especiarias do Oriente para o continente europeu, montaram suas estratégias de distribuição, armazenagem e comercialização primordialmente em suas rotas, deixaram marcas de progresso, desenvolvimento e muita história para contar. As formas de circulação de bens e produtos evoluíram, assim como os serviços prestados, procurando satisfazer as necessidades de seus mercados e também, claro, a melhor maneira de obter lucro.
Hoje, como nas rotas de navegadores antigos, o maior resultado nas redes de produção decorre do melhor balanço das ações destinadas a minimizar perdas e maximizar ganhos, em conseqüência da solução de cada desafio e do aproveitamento de cada oportunidade nos elos da intrincada cadeia fornecedor/cliente, procurando sempre otimizar cada um e todos os recursos envolvidos.
Contudo, ainda são muitos os fatores que geram conflitos, dificultam soluções e inibem a identificação e o aproveitamento de oportunidades. Os tempos mudaram, mas o processo de otimização, como sempre, pede aprimoramento em tempo integral.
Os componentes de planejamento e coordenação de sistemas logísticos, por exemplo, constituem a espinha dorsal dos sistemas de informações, tanto para a indústria quanto para o comércio. Esses componentes definem as atividades centrais que orientam a vinculação de recursos e o desempenho da empresa, envolvendo desde o suprimento até a entrega de produtos. O planejamento e a coordenação incluem atividades de planejamento de materiais, tanto dentro da empresa quanto entre os membros do canal de distribuição. Os principais componentes são: objetivos estratégicos, restrições de capacidade, necessidades logísticas, necessidades de produção e necessidades de suprimento.
As necessidades logísticas devem ser ajustadas às restrições de capacidade e às necessidades de produção, objetivando obter o desempenho ideal do sistema. Componentes de logística e produção mal ajustados, em geral, resultam em estoque de produtos ao final da linha de produção.
Embora cada componente de planejamento e coordenação possa funcionar de forma independente, e no passado, realmente assim funcionava, essa independência freqüentemente leva a inconsistências que criam excesso de estoque nas áreas de produção e logística, além de reduzir a eficiência operacional. No passado, e ainda hoje, não é raro existirem empresas que tenham previsões diferentes para cada componente da produção, pois cada um tem controle por unidades organizacionais diferentes. Os objetivos estratégicos muitas vezes provocam previsões elevadas para incentivar o quadro de vendas, enquanto a logística faz previsões mais conservadoras.
Da mesma forma, as inconsistências entre necessidades logísticas, de produção e de suprimento provocam ineficiências, tanto nas instalações quanto no processamento, que resultam em estoques de segurança desnecessários para regular operações independentes.
Atualmente, muitas empresas vêm aumentando o nível de coordenação, a fim de reduzir inconsistências nas previsões, conseguindo estoques menores. Maior coordenação pode ser obtida pelo uso de bancos de dados e de previsões conjuntas e pelo intercâmbio mais freqüente de informações. As empresas que apresentam as melhores práticas logísticas fazem uso da integração planejamento/coordenação como um dos principais fatores para o aumento da eficácia.Convém não esquecer que a procura de relações que focalizem mais as oportunidades do que os conflitos e superem crises de confiança estão na base das negociações. Conviver de forma positiva nas intrincadas redes de parcerias dos nossos dias requer o desenvolvimento da habilidade de negociar para alinhar clientes e fornecedores e suas necessidades ao posicionamento estratégico que se pretende.
O mesmo será dizer que o grande desafio da logística é reconhecer a necessidade da interdependência como um fato consumado do mundo globalizado e conseguir fortalecê-la por meio da negociação.
Os recursos da Tecnologia, incluindo a nova geração de softwares em Supply Chain Management serão os grandes aliados de todo esse processo, fazendo a diferença desses novos tempos e otimizando os resultados mais buscados de todos, a eficiência e o lucro em escala crescente. Transforme-se em um profissional apto a disponibilizar produtos e atender clientes da forma certa, no lugar certo e no tempo certo.
Hoje, como nas rotas de navegadores antigos, o maior resultado nas redes de produção decorre do melhor balanço das ações destinadas a minimizar perdas e maximizar ganhos, em conseqüência da solução de cada desafio e do aproveitamento de cada oportunidade nos elos da intrincada cadeia fornecedor/cliente, procurando sempre otimizar cada um e todos os recursos envolvidos.
Contudo, ainda são muitos os fatores que geram conflitos, dificultam soluções e inibem a identificação e o aproveitamento de oportunidades. Os tempos mudaram, mas o processo de otimização, como sempre, pede aprimoramento em tempo integral.
Os componentes de planejamento e coordenação de sistemas logísticos, por exemplo, constituem a espinha dorsal dos sistemas de informações, tanto para a indústria quanto para o comércio. Esses componentes definem as atividades centrais que orientam a vinculação de recursos e o desempenho da empresa, envolvendo desde o suprimento até a entrega de produtos. O planejamento e a coordenação incluem atividades de planejamento de materiais, tanto dentro da empresa quanto entre os membros do canal de distribuição. Os principais componentes são: objetivos estratégicos, restrições de capacidade, necessidades logísticas, necessidades de produção e necessidades de suprimento.
As necessidades logísticas devem ser ajustadas às restrições de capacidade e às necessidades de produção, objetivando obter o desempenho ideal do sistema.
Componentes de logística e produção mal ajustados, em geral, resultam em estoque de produtos ao final da linha de produção.
Embora cada componente de planejamento e coordenação possa funcionar de forma independente, e no passado, realmente assim funcionavam, essa independência freqüentemente leva a inconsistências que criam excesso de estoque nas áreas de produção e logística, além de reduzir a eficiência operacional. No passado, e ainda hoje, não é raro existirem empresas que tenham previsões diferentes para cada componente da produção, pois cada um tem controle por unidades organizacionais diferentes.
Os objetivos estratégicos muitas vezes provocam previsões elevadas para incentivar o quadro de vendas, enquanto a logística faz previsões mais conservadoras. Da mesma forma, as inconsistências entre necessidades logísticas, de produção e de suprimento provocam ineficiências, tanto nas instalações quanto no processamento, que resultam em estoques de segurança desnecessários para regulares operações independentes.
Atualmente, muitas empresas vêm aumentando o nível de coordenação, a fim de reduzir inconsistências nas previsões, conseguindo estoques menores. Maior coordenação pode ser obtida pelo uso de bancos de dados e de previsões conjuntas e pelo intercâmbio mais freqüente de informações. As empresas que apresentam as melhores práticas logísticas fazem uso da integração planejamento/coordenação como um dos principais fatores para o aumento da eficácia.
Convém não esquecer que a procura de relações que focalizem mais as oportunidades do que os conflitos e superem crises de confiança estão na base das negociações. Conviver de forma positiva nas intrincadas redes de parcerias dos nossos dias requer o desenvolvimento da habilidade de negociar para alinhar clientes e fornecedores e suas necessidades ao posicionamento estratégico que se pretende.
O mesmo será dizer que o grande desafio da logística é reconhecer a necessidade da interdependência como um fato consumado do mundo globalizado e conseguir fortalecê-la por meio da negociação.
Os recursos da Tecnologia, incluindo a nova geração de softwares em Supply Chain Management serão os grandes aliados de todo esse processo, fazendo a diferença desses novos tempos e otimizando os resultados mais buscados de todos, a eficiência e o lucro em escala crescente.
A logística é tão antiga quanto a prática de realizar negócios. Os antigos mercadores, que traziam suas especiarias do Oriente para o continente europeu, montaram suas estratégias de distribuição, armazenagem e comercialização primordialmente em suas rotas, deixaram marcas de progresso, desenvolvimento e muita história para contar. As formas de circulação de bens e produtos evoluíram, assim como os serviços prestados, procurando satisfazer as necessidades de seus mercados e também, claro, a melhor maneira de obter lucro.
Hoje, como nas rotas de navegadores antigos, o maior resultado nas redes de produção decorre do melhor balanço das ações destinadas a minimizar perdas e maximizar ganhos, em conseqüência da solução de cada desafio e do aproveitamento de cada oportunidade nos elos da intrincada cadeia fornecedor/cliente, procurando sempre otimizar cada um e todos os recursos envolvidos.
Contudo, ainda são muitos os fatores que geram conflitos, dificultam soluções e inibem a identificação e o aproveitamento de oportunidades. Os tempos mudaram, mas o processo de otimização, como sempre, pede aprimoramento em tempo integral.
Os componentes de planejamento e coordenação de sistemas logísticos, por exemplo, constituem a espinha dorsal dos sistemas de informações, tanto para a indústria quanto para o comércio. Esses componentes definem as atividades centrais que orientam a vinculação de recursos e o desempenho da empresa, envolvendo desde o suprimento até a entrega de produtos. O planejamento e a coordenação incluem atividades de planejamento de materiais, tanto dentro da empresa quanto entre os membros do canal de distribuição. Os principais componentes são: objetivos estratégicos, restrições de capacidade, necessidades logísticas, necessidades de produção e necessidades de suprimento.
As necessidades logísticas devem ser ajustadas às restrições de capacidade e às necessidades de produção, objetivando obter o desempenho ideal do sistema. Componentes de logística e produção mal ajustados, em geral, resultam em estoque de produtos ao final da linha de produção.
Embora cada componente de planejamento e coordenação possa funcionar de forma independente, e no passado, realmente assim funcionava, essa independência freqüentemente leva a inconsistências que criam excesso de estoque nas áreas de produção e logística, além de reduzir a eficiência operacional. No passado, e ainda hoje, não é raro existirem empresas que tenham previsões diferentes para cada componente da produção, pois cada um tem controle por unidades organizacionais diferentes. Os objetivos estratégicos muitas vezes provocam previsões elevadas para incentivar o quadro de vendas, enquanto a logística faz previsões mais conservadoras.
Da mesma forma, as inconsistências entre necessidades logísticas, de produção e de suprimento provocam ineficiências, tanto nas instalações quanto no processamento, que resultam em estoques de segurança desnecessários para regular operações independentes.
Atualmente, muitas empresas vêm aumentando o nível de coordenação, a fim de reduzir inconsistências nas previsões, conseguindo estoques menores. Maior coordenação pode ser obtida pelo uso de bancos de dados e de previsões conjuntas e pelo intercâmbio mais freqüente de informações. As empresas que apresentam as melhores práticas logísticas fazem uso da integração planejamento/coordenação como um dos principais fatores para o aumento da eficácia.Convém não esquecer que a procura de relações que focalizem mais as oportunidades do que os conflitos e superem crises de confiança estão na base das negociações. Conviver de forma positiva nas intrincadas redes de parcerias dos nossos dias requer o desenvolvimento da habilidade de negociar para alinhar clientes e fornecedores e suas necessidades ao posicionamento estratégico que se pretende.
O mesmo será dizer que o grande desafio da logística é reconhecer a necessidade da interdependência como um fato consumado do mundo globalizado e conseguir fortalecê-la por meio da negociação.
Os recursos da Tecnologia, incluindo a nova geração de softwares em Supply Chain Management serão os grandes aliados de todo esse processo, fazendo a diferença desses novos tempos e otimizando os resultados mais buscados de todos, a eficiência e o lucro em escala crescente. Transforme-se em um profissional apto a disponibilizar produtos e atender clientes da forma certa, no lugar certo e no tempo certo.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Consultoria: alternativa de trabalho que exige marketing pessoal
O crescimento da atividade de consultoria, por conta do momento econômico e da era do não-emprego em que vivemos, criou uma verdadeira “moda”. Hoje temos “consultores imobiliários” (ou só corretores de imóveis?), “consultores financeiros” (corretores de valores, será que não?), “consultores de estética” (vendedores de cosméticos...), “consultores de moda” (não seriam vendedores de roupa?)... Toda esta onda provoca certo descrédito no mercado e, quando um profissional se apresenta como “consultor”, corre o risco de ouvir “Ah, sei...! Você está desempregado...”.
Os problemas principais que surgiram nestes últimos anos, como conseqüência da conversão, sem preparo, de numerosos profissionais à consultoria são, entre outros:
● Vulgarização da imagem do consultor;
● Visão preconceituosa e com reservas a respeito de consultores;
● Qualidade ruim logo no primeiro contato pela falta de preparo metodológico e Mercadológico, reforçando os dois primeiros pontos desta lista;
● Qualidade duvidosa dos trabalhos executados;
● Taxas-hora de consultoria aviltada, sem preocupação de consistência com valores de mercado;
Profissionais sem emprego ou “na muda” também contribuem para abalar a imagem dos consultores sérios, principalmente daqueles que estão no início da carreira e ainda precisam se firmar no mercado. Vários destes “estão consultores” e acreditam que basta fazerem cartões de visitas com nome e a palavra “Consultor em....” na linha de baixo, para serem realmente consultores. O mercado percebe essa falta de passado e a ausência de intenções quanto ao futuro. Tenha cuidado para não passar essa imagem.
Quando você estiver com um cliente potencial, mesmo que esteja “na muda”, ou seja, pensando na eventualidade de voltar ao emprego, ou ainda em dúvida sobre se vai realmente abraçar a carreira de consultor, tome cuidado para não demonstrar essa situação de transição. Um profissional sem passado, para quem inicia, até que é admissível, já que está começando na atividade. A questão é não passar a imagem de que você só está nessa atividade por um curto período. O cliente tem receio, com toda razão, de que você desista no meio do projeto, quando encontrar um emprego numa empresa.Criando e cuidando de sua imagem como consultorUma das primeiras preocupações dos consultores, e talvez a principal, deve ser sobre como vender trabalhos de consultoria. Esta preocupação é ainda maior para quem está no início da carreira, quando a sua imagem como consultor de empresas ainda está sendo construído, ou ainda nem bem “decolou”. Nesta situação, o princípio número um e, que eu considero como o mais importante, é:
Não venda consultoria, seja procurado e comprado!Isto significa que o profissional deve criar e manter constantemente uma imagem de credibilidade e competência, de tal forma que o mercado é que o procure e não seja ele que precise estar se vendendo todo o tempo. Lembre-se: as horas dedicadas às “vendas” normalmente não são pagas, sendo um custo com o qual o consultor arca, muitas vezes sem perceber. Caso a venda não aconteça, estas horas foram perdidas. Este não é o caso de horas dedicadas ao marketing pessoal, cujo resultado tem duração e efeitos de longo prazo. Se você não aprender a se colocar na vitrine do mercado, aparecer, enfim, pode ter certeza que o mercado não vai encontrá-lo! O consultor deve erguer e projetar sua própria imagem como se estivesse formando uma montanha de pequenas “pedrinhas”, cada uma simbolizando as ações de marketing pessoal que empreende.
Internet, mala-direta, telemarketing, palestras proferidas em congressos e seminários, cursos, publicação de artigos em veículos de comunicação, entrevistas - cada uma destas ações representa uma “pedrinha” na construção e elevação da imagem.
Quanto melhor for a imagem e quanto mais em evidência ela estiver, melhor será para o consultor, mais ele será conhecido e procurado e melhor será sua credibilidade (e facilidade de convencimento!) ao manter contatos de vendas, que acabam por serem mais rápidos e eficazes. Portanto, capriche na construção do seu nome! Planeje cuidadosamente as ações que possam fortalecê-lo cada vez mais. Mas cuidado: não construa uma imagem difusa, de um consultor que não deixa bem claro em qual a área atua.
Construa uma imagem bem focada, transparente. É melhor ser reconhecido como muito competente em alguns assuntos do que “mais ou menos” em vários. Não seja um “consultor em RH” ou “Industrial”. Não seja “especialista em Vendas”. Em todas as ocasiões que tiver, diga claramente, por exemplo, que você é um consultor da área de RH, especialista em cargos e salários, ou que você é um consultor industrial, especializado em layouts e produtividade. Ou que sua especialidade é treinamento e capacitação de equipes de vendas. O mercado não pode ter dúvidas sobre sua área de atuação. Nunca permita que alguém pense a seu respeito:
“Afinal, ele presta consultoria em que?” Outro cuidado: ter um nome conhecido no mercado em que você pretende atuar implica em construir esta imagem, o que consome muitas horas de trabalho e leva certo período de tempo para surtir efeito. Manter esta imagem (continuar juntando “pedrinhas”, que constroem um nome cada vez mais conhecido) também é uma atividade muito absorvente. Nenhum problema nisto, desde que você se planeje bem, e não invista tempo de menos ou demais. Uma questão importante: seus clientes não comprarão seu currículo, mas se interessarão pelos benefícios de seu trabalho, sejam estes umas reduções de custos, maior competitividade, melhores resultados econômico-financeiros ou equipes de trabalho mais preparadas e autônomas.
William Bridges, em seu livro “Job Shift - Mudanças nas Relações de Trabalho” chama a atenção para a falta de percepção dos profissionais em se verem como “produtos”.
Mesmo aqueles que têm vínculo empregatício. A empresa um dia empregou um determinado técnico ou executivo porque necessitava daquele perfil profissional. Contratou com determinadas qualificações, de acordo com as necessidades de certo momento.Só que, se este profissional não demonstrar constantemente para a empresa o quanto ele ainda é interessante, correrá o risco de ficar desempregado. Bridges defende a tese de que as pessoas perdem o emprego porque se acomodam e se desatualizam, deixando de se “vender” diariamente como um recurso (ele diz, textualmente, “produto”) valioso para a organização. Com o tempo, as necessidades mudam a empresa precisa de profissionais com outras características e acaba indo ao mercado buscar aquele que a atenda, já que o antigo não lhe serve mais. Esta é a história pessoal de muitos ótimos profissionais hoje “no mercado”, que deixaram de estar adequados às empresas nas quais construíram boa parte de suas carreiras.
Da mesma forma, se você deseja atuar no mercado como consultor, deve se entender como um “produto”, com características e benefícios que atendam às necessidades e expectativas de seus potenciais clientes.
Os problemas principais que surgiram nestes últimos anos, como conseqüência da conversão, sem preparo, de numerosos profissionais à consultoria são, entre outros:
● Vulgarização da imagem do consultor;
● Visão preconceituosa e com reservas a respeito de consultores;
● Qualidade ruim logo no primeiro contato pela falta de preparo metodológico e Mercadológico, reforçando os dois primeiros pontos desta lista;
● Qualidade duvidosa dos trabalhos executados;
● Taxas-hora de consultoria aviltada, sem preocupação de consistência com valores de mercado;
Profissionais sem emprego ou “na muda” também contribuem para abalar a imagem dos consultores sérios, principalmente daqueles que estão no início da carreira e ainda precisam se firmar no mercado. Vários destes “estão consultores” e acreditam que basta fazerem cartões de visitas com nome e a palavra “Consultor em....” na linha de baixo, para serem realmente consultores. O mercado percebe essa falta de passado e a ausência de intenções quanto ao futuro. Tenha cuidado para não passar essa imagem.
Quando você estiver com um cliente potencial, mesmo que esteja “na muda”, ou seja, pensando na eventualidade de voltar ao emprego, ou ainda em dúvida sobre se vai realmente abraçar a carreira de consultor, tome cuidado para não demonstrar essa situação de transição. Um profissional sem passado, para quem inicia, até que é admissível, já que está começando na atividade. A questão é não passar a imagem de que você só está nessa atividade por um curto período. O cliente tem receio, com toda razão, de que você desista no meio do projeto, quando encontrar um emprego numa empresa.Criando e cuidando de sua imagem como consultorUma das primeiras preocupações dos consultores, e talvez a principal, deve ser sobre como vender trabalhos de consultoria. Esta preocupação é ainda maior para quem está no início da carreira, quando a sua imagem como consultor de empresas ainda está sendo construído, ou ainda nem bem “decolou”. Nesta situação, o princípio número um e, que eu considero como o mais importante, é:
Não venda consultoria, seja procurado e comprado!Isto significa que o profissional deve criar e manter constantemente uma imagem de credibilidade e competência, de tal forma que o mercado é que o procure e não seja ele que precise estar se vendendo todo o tempo. Lembre-se: as horas dedicadas às “vendas” normalmente não são pagas, sendo um custo com o qual o consultor arca, muitas vezes sem perceber. Caso a venda não aconteça, estas horas foram perdidas. Este não é o caso de horas dedicadas ao marketing pessoal, cujo resultado tem duração e efeitos de longo prazo. Se você não aprender a se colocar na vitrine do mercado, aparecer, enfim, pode ter certeza que o mercado não vai encontrá-lo! O consultor deve erguer e projetar sua própria imagem como se estivesse formando uma montanha de pequenas “pedrinhas”, cada uma simbolizando as ações de marketing pessoal que empreende.
Internet, mala-direta, telemarketing, palestras proferidas em congressos e seminários, cursos, publicação de artigos em veículos de comunicação, entrevistas - cada uma destas ações representa uma “pedrinha” na construção e elevação da imagem.
Quanto melhor for a imagem e quanto mais em evidência ela estiver, melhor será para o consultor, mais ele será conhecido e procurado e melhor será sua credibilidade (e facilidade de convencimento!) ao manter contatos de vendas, que acabam por serem mais rápidos e eficazes. Portanto, capriche na construção do seu nome! Planeje cuidadosamente as ações que possam fortalecê-lo cada vez mais. Mas cuidado: não construa uma imagem difusa, de um consultor que não deixa bem claro em qual a área atua.
Construa uma imagem bem focada, transparente. É melhor ser reconhecido como muito competente em alguns assuntos do que “mais ou menos” em vários. Não seja um “consultor em RH” ou “Industrial”. Não seja “especialista em Vendas”. Em todas as ocasiões que tiver, diga claramente, por exemplo, que você é um consultor da área de RH, especialista em cargos e salários, ou que você é um consultor industrial, especializado em layouts e produtividade. Ou que sua especialidade é treinamento e capacitação de equipes de vendas. O mercado não pode ter dúvidas sobre sua área de atuação. Nunca permita que alguém pense a seu respeito:
“Afinal, ele presta consultoria em que?” Outro cuidado: ter um nome conhecido no mercado em que você pretende atuar implica em construir esta imagem, o que consome muitas horas de trabalho e leva certo período de tempo para surtir efeito. Manter esta imagem (continuar juntando “pedrinhas”, que constroem um nome cada vez mais conhecido) também é uma atividade muito absorvente. Nenhum problema nisto, desde que você se planeje bem, e não invista tempo de menos ou demais. Uma questão importante: seus clientes não comprarão seu currículo, mas se interessarão pelos benefícios de seu trabalho, sejam estes umas reduções de custos, maior competitividade, melhores resultados econômico-financeiros ou equipes de trabalho mais preparadas e autônomas.
William Bridges, em seu livro “Job Shift - Mudanças nas Relações de Trabalho” chama a atenção para a falta de percepção dos profissionais em se verem como “produtos”.
Mesmo aqueles que têm vínculo empregatício. A empresa um dia empregou um determinado técnico ou executivo porque necessitava daquele perfil profissional. Contratou com determinadas qualificações, de acordo com as necessidades de certo momento.Só que, se este profissional não demonstrar constantemente para a empresa o quanto ele ainda é interessante, correrá o risco de ficar desempregado. Bridges defende a tese de que as pessoas perdem o emprego porque se acomodam e se desatualizam, deixando de se “vender” diariamente como um recurso (ele diz, textualmente, “produto”) valioso para a organização. Com o tempo, as necessidades mudam a empresa precisa de profissionais com outras características e acaba indo ao mercado buscar aquele que a atenda, já que o antigo não lhe serve mais. Esta é a história pessoal de muitos ótimos profissionais hoje “no mercado”, que deixaram de estar adequados às empresas nas quais construíram boa parte de suas carreiras.
Da mesma forma, se você deseja atuar no mercado como consultor, deve se entender como um “produto”, com características e benefícios que atendam às necessidades e expectativas de seus potenciais clientes.
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